terça-feira, 20 de outubro de 2015

Escuro Escuridão.


Céu escuro, me perco nesse 
teu tamanho imenso e jamais
me encontro para voltar onde 
tudo parecia ser um começo. 

Eu olho para os lados
e te vejo partir, não, por favor
volte! Fique aqui. 
em vão, tu viraste-me as costas e 
no meio da noite eu te vejo sumir. 

Estendo o meu braço com a esperança
de segurar nas tuas mãos novamente,
mas a única coisa que encontro são
caminhos vazios nessa imensa escuridão.  

 Lua sangrenta que fazes sangrar
 a lagrima bordo que pelo meu
 rosto que vejo deslizar. 

Tu viraste poeira estelar,
todas as vezes que eu olhar para o céu
é do teu nome que eu irei lembrar. 

Thamires Luana C. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A solidão.



Depois de muitos dias de silêncio,
Como diria, C.G JUNG: ‘’para me
recuperar da inutilidade das palavras.’’

Lavo meu rosto e vejo traços de quase vinte anos.
Traços de momentos alegres e trágicos pelos quais
passei, assim como de qualquer pessoa que
 caminha para a morte pensando em vencer na vida.

Solidão é sinônimo de inspiração.
Solidão é ouvir o grito do silêncio em meio a escuridão.
Oh, grito do silêncio! Teus ecos refletem em minha mente
e latejam como se fossem as belas notas de uma canção.


Calada noite escura, eu sou apenas mais uma moça
nascida no interior,  deixando a profundidade de lado e
morando na filosofia, vou ficar nessa cidade, pois sinto
no vento o cheiro da nova estação, guardarei na parede
da memória todos os quadros e voltarei novamente
para a minha solidão.


Thamires Luana C.

sábado, 25 de julho de 2015

Traços Perdidos


Com uma folha em branco e uma caneta na mão,
procuro aqueles traços que serviam de inspiração
 e a única coisa que encontro é aquele vazio que
 restou de um sentimento que agora não passa de
esquecimento.

Saio um pouco da minha solidão para dar espaço a
 imaginação e a única coisa que encontro é impossibilidade
de escrever com uma mente vazia.

Olho para o porta-retratos e o que sinto
é como se fosse um grito no vácuo.
Sem inspiração e com um vazio no coração,
largo a caneta e volto para a minha solidão.


Thamires Luana C. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Junho de 1952.

Menina tu és linda
Tão nova e com uma vida pela frente, cheia de planos e desejos, te olhava de longe e admirava teus traços perfeitos e delicados que dominam o teu rosto, o teu sorriso me encanta e estou aqui para dizer o quanto tu és linda, menina.

Mulher tu és linda
Tão inteligente e vivendo a vida intensamente, realizando teus sonhos e desejos, te olho todos os dias quando se deita ao meu lado e te admiro por ser tão forte e determinada, traços perfeitos dominam essa tua face linda, teu sorriso continua o mesmo de quando era uma jovem menina, estou aqui para dizer o quanto tu és linda, mulher.

Menina, Mulher, tu és linda
Menina, mulher, tu és linda, tão forte e merecedora de tudo o que conquistou até aqui, sou grata por ter pegado minha mão e até hoje não ter soltado, uma vida bastante vivida cheia de sonhos e alegrias, mas também algumas tristezas que deixamos para trás, mas ainda tens os traços de uma bela menina e força de uma admirável mulher, tu envelheceste, mas aquele sorriso ainda me encanta todos os dias e anos vividos ao teu lado menina, mulher, estou aqui para dizer o quanto tu és linda.


Não tenho mais 18 anos e sim  63, mas continuo te vendo todos os dias do  mesmo jeito que te vi pela primeira vez.

T.L.C

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Oito.



Escrever é dar voz aos nossos pensamentos
Deixamos de dizer certas coisas por insegurança,
mas escrevo agora com toda a sinceridade
de uma mente solitária, mas jamais vazia.

Teu jeito sensato e admirável de ser
Sentia ao ter o teu corpo junto ao meu,
aquele silêncio no quarto escuro significava
o grito de dois corpos declarando-se
o amor que há entre dois  humanos.

Rescrevo-me todas as vezes
ao me debruçar na varanda
Desenho em uma  folham em branco todas
as marcas daquela tarde
de um sábado chuvoso de junho.

Guardo no bolso aquele papel e
no coração melancólico o gosto do fel
e lembro-me daquele beijo
que me deu antes de irmos ao teatro.

Teu corpo lindo e teu belo rosto
com marcas de solidão,
talvez eram as lentes frágeis
dos teus velhos óculos.

Teus traços dominavam a tua face linda
o teu sorriso era a peça de teatro
mais linda que eu já vi.

O toque de suas mãos macias sobre as minhas,
prevaleceu até o fim do Cosmos e
morreremos em cada verso escrito
ou palavra dita.

Momentos que marcam e que ficam,
lembrados e relembrados por uma mente
que hoje ainda tem vida, mas um dia deixará de existir.
Seremos poeiras restantes  do nosso silêncio.
Thamires Luana C.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Lágrima Bordô (Fome)


Na escola, não tinha lanche e em casa não tinha pão
e o que tinha de alimento a menina deu ao irmão.
Uma lágrima sobre o rosto, mas o menino saboreava aqueles restos
como se fossem frutas suculentas ou um delicioso macarrão.
Que lugar é esse onde a fome assola e a dor desola? 

Trabalhava noite e dia para ter o que comer
e o que restava era permanecer calada e todos os dias ir à luta.
Acordava cedo e agradecia porque ainda tinha forças
para ir à labuta.
Enquanto corruptos roubavam o que era do povo, a criança chorava
 de barriga vazia e quando alguém perguntava
O que mais doía? A resposta era sempre a mesma:
“O que mais dói é a Fome’’

No fim da tarde, debruçada na janela, seus olhos tristes,
mas cheios de esperança observavam o pequeno menino e mais
algumas crianças brincando de cirandinha. A vida é dura, mas a
felicidade de quem se ama é gratificante e sonhar com um mundo
sem fome pode ser irônico, mas não é proibido.
Enquanto uns lutam para poder comer, outros roubam sem dó
e sem querer saber.

A criança deveria,  por direito ir à escola para aprender e não apenas para
comer, mas isso não acontece porque a realidade é dura, não se tem comida
em casa e ansiosamente muitos aguardam o sinal tocar para pelo
menos ter uma refeição ao dia.
O trabalhador deveria ter seus direitos, mas não tem.
O corrupto deveria pagar pelos seus erros e passar necessidades na pele para
vivenciar a realidade que é vivenciada por muitos.

                       Arroz e feijão correm grandes riscos de se tornarem comidas de príncipe
Os políticos corruptos irão aderir a famosa frase de Maria Antonieta:
"Se não têm pão, comam brioches"
Quando roubarem tudo e não terem como nem se quer pagar o salário
do justo trabalhador.
Quem tem, reclama e sempre quer ter mais e quem não tem nada ou quase nada, 
o pouco pode ser sempre o bastante.
O mundo de hoje pode ser definido em apenas uma palavra: status. 
Thamires Luana Cordeiro. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Avidez Feminina

Quero poder sair na rua
E ser bem tratada
E não assediada
Não quero ser rotulada
E sim respeitada


Não quero que gritem
‘’Olha esses peitos’’
Quero que clamem
Pelos meus direitos

Quero que os homens
Deixem-me trabalhar
E parem de me discriminar
Meu sexo não é frágil
Meu sexo é ágil

Quero igualdade
E não superioridade
Quero ter voz
E quero ter vez
Sei enfrentar a dor
Sei desistir do amor
Quero me sentir bem
Com as roupas e os padrões
Que me convêm
Sem ter minha imagem denegrida
Pelas mesmas que são oprimidas
Thamires Luana C.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Saudade



Saudade vai
Saudade vem 
Como é ruim 
sentir saudade de alguém

Um vinho tinto 
Para despertar o instinto 
Marcas de lábios na taça
Sinto o gosto do fel
De quem um dia 
Sentia o gosto do mel

Um grito no vácuo
Procuro o retrato 
Para um sumiço 
Que permanece omisso

Hoje estou aqui sozinha 
Mas tenho dois lugares,
Um ocupado pela tristeza 
E outra pela certeza 
Já sei que você não vem


Thamires Luana C.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Alma Triste Até a Morte

Pela janela vejo a rua
pingos de chuvas caem ao chão
sobre a escada uma pessoa morta 
com uma rosa na mão
Sua cicatriz marcante
posso enxergar, mesmo distante
marcas de tombos da vida
que foi muito sofrida
Morrer de corpo
morrer de alma
morrer tão completamente
descasar um corpo, libertar a alma, é ruim?
Escorado em um canto escuro
Deixo meu corpo se molhar
Retirar o sangue de minhas mãos
Dali fito de longe
Olhos atentos em uma janela superior
Seus olhos atentos observo e fico distante
Uma ultima olhada ao corpo ao chão
Hoje já não tenho rosas em minhas mãos
Retornarei pela escuridão
Mas voltarei
Para encarar aqueles olhos do andar superior
Não mais distante então
Próximo meus olhos estarão
Como quem observa a alma no fundo do olhar
Por: Thamires Luana e Eduardo Lima.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Meu Coração

''Quanto ao amor, foi grande tema de reflexão de toda minha vida. O que não dediquei à arte pura, ao ofício em si, ia para esse lado; e o coração que eu estudava era o meu.''

terça-feira, 31 de março de 2015

Evolução, é a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.
Hoje, tive a oportunidade de fazer um trabalho sobre os ‘’INCAS’’ me deparei com o seguinte trecho:

‘’Homens casavam aos vinte anos e mulheres aos dezesseis. Eles mesmos escolhiam com quem casar e ao realizarem a cerimônia recebiam terras para morar.
Aos 10 anos as mulheres passavam por uma seleção. As mais inteligentes e bonitas, sendo da etnia dos Incas, eram escolhidas e mandadas para Cuzco. Lá eram educadas por mulheres mais velhas. Algumas se tornavam esposas do imperador ou de quem ele indicasse, outras permaneciam virgens para participar do culto solar. Estas se empregavam em fiar e tecer.’’


A mulher, sempre foi considerada como o outro pelo homem e não como o semelhante. Percebe-se que durante a evolução, a mulher sempre foi um ser oprimido ao machismo, era um ser destinado à procriação, ao lar, para agradar o outro. No século XX, o movimento feminista se espalhou pelo mundo com manifestações como: queima de sutiãs em praça pública e libertação da mulher com a criação da pílula. Multiplicaram-se as palavras de ordem: “Nosso corpo nos pertence!” “O privado também é político!” “Diferentes, mas não desiguais!”. Simone de Beauvoir, escritora francesa e feminista foi uma das referências para a construção da história do pensamento feminista do século XX. O ponto fundamental de seu trabalho é o de que as mulheres não tinham história, assim como poderiam avançar nas conquistas do espaço público e sentir orgulho de si próprias, sua obra(Le Deuxième Sexe/ O Segundo Sexo) serviu de apoio e alerta ao movimento feminista. Para a filosofa, não se nasce mulher, torna-se mulher. A partir de tal posição, suas seguidoras, militantes feministas, nos anos sessenta irão fortalecer-se na sociedade.
As mulheres, não querem ocupar o ‘’lugar’’ dos homens, até porque o lugar é de todos e não apenas de uma parte que sempre foi vista como um ‘’todo’’, Simone, fez e escreveu a sua parte na evolução, deixou um livro para suas seguidoras e todas as mulheres que lutam pela igualdade social, continuarem escrevendo até que um dia todas tenham a sua imagem reconhecida de maneira justa no mundo.
Thamires Luana. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Os Amantes com Casa

Andavam pela casa amando-se 
no chão e contra as paredes. 
Respiravam exaustos como se tivessem 
nascido da terra 
de dentro das sementeiras. 
Beijavam-se magoados 
até se magoarem mais. 
Um no outro eram prisioneiros um do outro 
e livres libertavam-se 
para a vida e para o amor. 
Vivendo a própria morte 
voltavam a andar pela casa amando-se 
no chão e contra as paredes. 
Então era a música, como se 
cada corpo atravessasse o outro corpo 
e recebesse dele nova presença, agora 
serena e mais pobre mas avidamente rica 
por essa pobreza. 
A nudez corria-lhes pelas mãos 
e chegava aonde tudo é branco e firme. 
Aquele fogo de carne 
era a carne do amor, 
era o fogo do amor, 
o fogo de arder amando-se e por toda a casa, 
contra as paredes, no chão. 
Se mais não pressentissem bastaria 
aquela linguagem de falar tocando-se 
como dormem as aves. 
E os olhos gastos 
por amor de olhar, 
por olhar o amor. 
E no chão 
contra as paredes se amaram e 
pela casa andavam como 
se dentro das sementeiras respirassem. 
Prisioneiros libertados, um 
no outro eram livres 
e para a vida e para o amor se beijaram 
magoando-se mais, até ficarem magoados. 
E uma presença rica, 
agora nova e mais serena, 
avidamente recebeu a música que atravessou de 
um corpo a outro corpo 
chegando às mãos 
onde toda a nudez é branca e firme. 
Com uma carne de fogo, 
incarnando o amor, 
incarnando o fogo, 
contra o chão das paredes se amaram 
pressentindo que 
andando pela casa bastaria tocarem-se 
para ficarem dormindo 
como acordam as aves. 

Joaquim Pessoa, in 'Inéditos' 

Desespero

Não eram meus os olhos que te olharam 
Nem este corpo exausto que despi 
Nem os lábios sedentos que poisaram 
No mais secreto do que existe em ti. 

Não eram meus os dedos que tocaram 
Tua falsa beleza, em que não vi 
Mais que os vícios que um dia me geraram 
E me perseguem desde que nasci. 

Não fui eu que te quis. E não sou eu 
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto, 
Possesso desta raiva que me deu 

A grande solidão que de ti espero. 
A voz com que te chamo é o desencanto 
E o esperma que te dou, o desespero. 
'Eu gosto do estranho, do incomum. Gosto daquilo que confunde, que permite diferentes interpretações, que fica nas entrelinhas."