Escrever é
dar voz aos nossos pensamentos
Deixamos de
dizer certas coisas por insegurança,
mas escrevo
agora com toda a sinceridade
de uma mente
solitária, mas jamais vazia.
Teu jeito
sensato e admirável de ser
Sentia ao
ter o teu corpo junto ao meu,
aquele
silêncio no quarto escuro significava
o grito de
dois corpos declarando-se
o amor que
há entre dois humanos.
Rescrevo-me
todas as vezes
ao me
debruçar na varanda
Desenho em
uma folham em branco todas
as marcas
daquela tarde
de um sábado
chuvoso de junho.
Guardo no
bolso aquele papel e
no coração
melancólico o gosto do fel
e lembro-me
daquele beijo
que me deu
antes de irmos ao teatro.
Teu corpo
lindo e teu belo rosto
com marcas
de solidão,
talvez eram
as lentes frágeis
dos teus
velhos óculos.
Teus traços
dominavam a tua face linda
e o teu sorriso era a peça de teatro
e o teu sorriso era a peça de teatro
mais linda que eu já vi.
O toque de
suas mãos macias sobre as minhas,
prevaleceu
até o fim do Cosmos e
morreremos
em cada verso escrito
ou palavra
dita.
Momentos que
marcam e que ficam,
lembrados e
relembrados por uma mente
que hoje
ainda tem vida, mas um dia deixará de existir.
Seremos
poeiras restantes do nosso silêncio.
Thamires Luana C.
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