quarta-feira, 24 de junho de 2015

Oito.



Escrever é dar voz aos nossos pensamentos
Deixamos de dizer certas coisas por insegurança,
mas escrevo agora com toda a sinceridade
de uma mente solitária, mas jamais vazia.

Teu jeito sensato e admirável de ser
Sentia ao ter o teu corpo junto ao meu,
aquele silêncio no quarto escuro significava
o grito de dois corpos declarando-se
o amor que há entre dois  humanos.

Rescrevo-me todas as vezes
ao me debruçar na varanda
Desenho em uma  folham em branco todas
as marcas daquela tarde
de um sábado chuvoso de junho.

Guardo no bolso aquele papel e
no coração melancólico o gosto do fel
e lembro-me daquele beijo
que me deu antes de irmos ao teatro.

Teu corpo lindo e teu belo rosto
com marcas de solidão,
talvez eram as lentes frágeis
dos teus velhos óculos.

Teus traços dominavam a tua face linda
o teu sorriso era a peça de teatro
mais linda que eu já vi.

O toque de suas mãos macias sobre as minhas,
prevaleceu até o fim do Cosmos e
morreremos em cada verso escrito
ou palavra dita.

Momentos que marcam e que ficam,
lembrados e relembrados por uma mente
que hoje ainda tem vida, mas um dia deixará de existir.
Seremos poeiras restantes  do nosso silêncio.
Thamires Luana C.

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