quinta-feira, 17 de março de 2016

Há um tempo parei de publicar, por razões pessoais, mas hoje ao chegar em casa e me direcionar até ao meu quarto e permanecer lá por um bom tempo, refletindo sobre o meu dia(como de costume) olhei para as paredes e pensei em escrever algo, então...
PAREDES DO MEU QUARTO
Entre quatro paredes, uma mente funciona melhor, observo os quatros cantos do quarto, acompanhada do silêncio e de algumas fotografias no porta-retratos.
Saboreando uma xícara de café e alguns pãezinhos com geléia, observo as paredes ao meu redor e me surgem novas idéias.
Viver é aprender, tento escrever com meu próprio lápis os traço da minha vida, mas a vida é como uma professora de caligrafia, apaga alguns erros e ensina a seguir outros caminhos(até acertar) minha única "certeza" é que a vida é uma caixa de incertezas.
Quem dera tudo fosse simples e bonito como o sorriso de uma criança inocente e feliz.
Quem dera eu voltar a infância, viver num mundo alegre, inocente e sem ignorância, onde o amor se encontra em uma simples brincadeira e o sorriso está sempre estampado no rosto, assim com um símbolo de uma bandeira. 
Thamires L.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Escuro Escuridão.


Céu escuro, me perco nesse 
teu tamanho imenso e jamais
me encontro para voltar onde 
tudo parecia ser um começo. 

Eu olho para os lados
e te vejo partir, não, por favor
volte! Fique aqui. 
em vão, tu viraste-me as costas e 
no meio da noite eu te vejo sumir. 

Estendo o meu braço com a esperança
de segurar nas tuas mãos novamente,
mas a única coisa que encontro são
caminhos vazios nessa imensa escuridão.  

 Lua sangrenta que fazes sangrar
 a lagrima bordo que pelo meu
 rosto que vejo deslizar. 

Tu viraste poeira estelar,
todas as vezes que eu olhar para o céu
é do teu nome que eu irei lembrar. 

Thamires Luana C. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A solidão.



Depois de muitos dias de silêncio,
Como diria, C.G JUNG: ‘’para me
recuperar da inutilidade das palavras.’’

Lavo meu rosto e vejo traços de quase vinte anos.
Traços de momentos alegres e trágicos pelos quais
passei, assim como de qualquer pessoa que
 caminha para a morte pensando em vencer na vida.

Solidão é sinônimo de inspiração.
Solidão é ouvir o grito do silêncio em meio a escuridão.
Oh, grito do silêncio! Teus ecos refletem em minha mente
e latejam como se fossem as belas notas de uma canção.


Calada noite escura, eu sou apenas mais uma moça
nascida no interior,  deixando a profundidade de lado e
morando na filosofia, vou ficar nessa cidade, pois sinto
no vento o cheiro da nova estação, guardarei na parede
da memória todos os quadros e voltarei novamente
para a minha solidão.


Thamires Luana C.

sábado, 25 de julho de 2015

Traços Perdidos


Com uma folha em branco e uma caneta na mão,
procuro aqueles traços que serviam de inspiração
 e a única coisa que encontro é aquele vazio que
 restou de um sentimento que agora não passa de
esquecimento.

Saio um pouco da minha solidão para dar espaço a
 imaginação e a única coisa que encontro é impossibilidade
de escrever com uma mente vazia.

Olho para o porta-retratos e o que sinto
é como se fosse um grito no vácuo.
Sem inspiração e com um vazio no coração,
largo a caneta e volto para a minha solidão.


Thamires Luana C. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Junho de 1952.

Menina tu és linda
Tão nova e com uma vida pela frente, cheia de planos e desejos, te olhava de longe e admirava teus traços perfeitos e delicados que dominam o teu rosto, o teu sorriso me encanta e estou aqui para dizer o quanto tu és linda, menina.

Mulher tu és linda
Tão inteligente e vivendo a vida intensamente, realizando teus sonhos e desejos, te olho todos os dias quando se deita ao meu lado e te admiro por ser tão forte e determinada, traços perfeitos dominam essa tua face linda, teu sorriso continua o mesmo de quando era uma jovem menina, estou aqui para dizer o quanto tu és linda, mulher.

Menina, Mulher, tu és linda
Menina, mulher, tu és linda, tão forte e merecedora de tudo o que conquistou até aqui, sou grata por ter pegado minha mão e até hoje não ter soltado, uma vida bastante vivida cheia de sonhos e alegrias, mas também algumas tristezas que deixamos para trás, mas ainda tens os traços de uma bela menina e força de uma admirável mulher, tu envelheceste, mas aquele sorriso ainda me encanta todos os dias e anos vividos ao teu lado menina, mulher, estou aqui para dizer o quanto tu és linda.


Não tenho mais 18 anos e sim  63, mas continuo te vendo todos os dias do  mesmo jeito que te vi pela primeira vez.

T.L.C

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Oito.



Escrever é dar voz aos nossos pensamentos
Deixamos de dizer certas coisas por insegurança,
mas escrevo agora com toda a sinceridade
de uma mente solitária, mas jamais vazia.

Teu jeito sensato e admirável de ser
Sentia ao ter o teu corpo junto ao meu,
aquele silêncio no quarto escuro significava
o grito de dois corpos declarando-se
o amor que há entre dois  humanos.

Rescrevo-me todas as vezes
ao me debruçar na varanda
Desenho em uma  folham em branco todas
as marcas daquela tarde
de um sábado chuvoso de junho.

Guardo no bolso aquele papel e
no coração melancólico o gosto do fel
e lembro-me daquele beijo
que me deu antes de irmos ao teatro.

Teu corpo lindo e teu belo rosto
com marcas de solidão,
talvez eram as lentes frágeis
dos teus velhos óculos.

Teus traços dominavam a tua face linda
o teu sorriso era a peça de teatro
mais linda que eu já vi.

O toque de suas mãos macias sobre as minhas,
prevaleceu até o fim do Cosmos e
morreremos em cada verso escrito
ou palavra dita.

Momentos que marcam e que ficam,
lembrados e relembrados por uma mente
que hoje ainda tem vida, mas um dia deixará de existir.
Seremos poeiras restantes  do nosso silêncio.
Thamires Luana C.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Lágrima Bordô (Fome)


Na escola, não tinha lanche e em casa não tinha pão
e o que tinha de alimento a menina deu ao irmão.
Uma lágrima sobre o rosto, mas o menino saboreava aqueles restos
como se fossem frutas suculentas ou um delicioso macarrão.
Que lugar é esse onde a fome assola e a dor desola? 

Trabalhava noite e dia para ter o que comer
e o que restava era permanecer calada e todos os dias ir à luta.
Acordava cedo e agradecia porque ainda tinha forças
para ir à labuta.
Enquanto corruptos roubavam o que era do povo, a criança chorava
 de barriga vazia e quando alguém perguntava
O que mais doía? A resposta era sempre a mesma:
“O que mais dói é a Fome’’

No fim da tarde, debruçada na janela, seus olhos tristes,
mas cheios de esperança observavam o pequeno menino e mais
algumas crianças brincando de cirandinha. A vida é dura, mas a
felicidade de quem se ama é gratificante e sonhar com um mundo
sem fome pode ser irônico, mas não é proibido.
Enquanto uns lutam para poder comer, outros roubam sem dó
e sem querer saber.

A criança deveria,  por direito ir à escola para aprender e não apenas para
comer, mas isso não acontece porque a realidade é dura, não se tem comida
em casa e ansiosamente muitos aguardam o sinal tocar para pelo
menos ter uma refeição ao dia.
O trabalhador deveria ter seus direitos, mas não tem.
O corrupto deveria pagar pelos seus erros e passar necessidades na pele para
vivenciar a realidade que é vivenciada por muitos.

                       Arroz e feijão correm grandes riscos de se tornarem comidas de príncipe
Os políticos corruptos irão aderir a famosa frase de Maria Antonieta:
"Se não têm pão, comam brioches"
Quando roubarem tudo e não terem como nem se quer pagar o salário
do justo trabalhador.
Quem tem, reclama e sempre quer ter mais e quem não tem nada ou quase nada, 
o pouco pode ser sempre o bastante.
O mundo de hoje pode ser definido em apenas uma palavra: status. 
Thamires Luana Cordeiro.