segunda-feira, 22 de junho de 2015

Lágrima Bordô (Fome)


Na escola, não tinha lanche e em casa não tinha pão
e o que tinha de alimento a menina deu ao irmão.
Uma lágrima sobre o rosto, mas o menino saboreava aqueles restos
como se fossem frutas suculentas ou um delicioso macarrão.
Que lugar é esse onde a fome assola e a dor desola? 

Trabalhava noite e dia para ter o que comer
e o que restava era permanecer calada e todos os dias ir à luta.
Acordava cedo e agradecia porque ainda tinha forças
para ir à labuta.
Enquanto corruptos roubavam o que era do povo, a criança chorava
 de barriga vazia e quando alguém perguntava
O que mais doía? A resposta era sempre a mesma:
“O que mais dói é a Fome’’

No fim da tarde, debruçada na janela, seus olhos tristes,
mas cheios de esperança observavam o pequeno menino e mais
algumas crianças brincando de cirandinha. A vida é dura, mas a
felicidade de quem se ama é gratificante e sonhar com um mundo
sem fome pode ser irônico, mas não é proibido.
Enquanto uns lutam para poder comer, outros roubam sem dó
e sem querer saber.

A criança deveria,  por direito ir à escola para aprender e não apenas para
comer, mas isso não acontece porque a realidade é dura, não se tem comida
em casa e ansiosamente muitos aguardam o sinal tocar para pelo
menos ter uma refeição ao dia.
O trabalhador deveria ter seus direitos, mas não tem.
O corrupto deveria pagar pelos seus erros e passar necessidades na pele para
vivenciar a realidade que é vivenciada por muitos.

                       Arroz e feijão correm grandes riscos de se tornarem comidas de príncipe
Os políticos corruptos irão aderir a famosa frase de Maria Antonieta:
"Se não têm pão, comam brioches"
Quando roubarem tudo e não terem como nem se quer pagar o salário
do justo trabalhador.
Quem tem, reclama e sempre quer ter mais e quem não tem nada ou quase nada, 
o pouco pode ser sempre o bastante.
O mundo de hoje pode ser definido em apenas uma palavra: status. 
Thamires Luana Cordeiro. 

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